A dieta cetogénica vale mesmo a pena?
É um dos métodos de emagrecimento preferido das celebridades, mas pode ter algumas consequências a longo prazo.
A dieta cetogénica é uma das dietas mais populares do momento, estando na lista do top 10 de dietas do relatório de pesquizas da Google em 2019. Há quem adore este regime livre de gorduras e quem se oponha avidamente. Primeiro, porque será tão popular?
Este método foca-se em minimizar o consumo de hidratos de carbono e aumentar o de gorduras de forma a que o seu corpo use a gordura como energia, como explica Scott Keatley, do centro de nutrição Keatly Medical Nutrition Therapy, em Nova Iorque.
Originalmente, a dieta cetogénica foi criada para ajudar pessoas que sofriam de convulsões, não para perder peso, já que as cetonas e outros químicos produzidos por esta alimentação podem ajudar a diminuir o surgimento das mesmas. No entanto, a perda de peso acaba por acontecer por uma variedade de razões: quando consome hidratos de carbono, o seu corpo retém fluidos de forma a armazená-los para energia, perdendo este peso em água quando não os consome. Além disso, sendo fácil exagerar nos hidratos de carbono, se os substituir com gorduras naturais, é mais fácil sentir-se cheia e evitar os desejos. As cetose também promove a queima de gordura, o que pode resultar numa perda dramática de peso.
Geralmente o seu corpo demora três a quatro dias para entrar em cetose, já que tem de esgotar as suas reservas de glucose. É comum sentir-se muito cansada no início da dieta, até que o seu corpo se adapte, já que o seu acesso aos hidratos de carbono (fonte rápida de energia) diminui drasticamente. Outros efeitos secundários podem ser a chamada "gripe cetogénica", cujos sintomas são tonturas, náusea, dores corporais ou de cabeça, além de cansaço. Felizmente esta não dura mais de uma semana, que é quando a maioria das pessoas nota uma perda de peso.
Há várias razões pelas quais a dieta cetogénica normalmente equivale a perda de peso garantida, já que a maioria dos seus seguidores reduzem o seu consumo diário às 1500 calorias por dia. Isto porque as gorduras saudáveis e proteínas magras dão-lhe a sensação de estar cheia mais depressa e durante mais tempo, aliado ao facto de ser precisa mais energia para processar e queimar gordura e proteína do que hidratos de carbono, levando à perda de peso. No entanto, esta não é uma solução milagrosa para queimar gordura, já que a gordura consumida também tem calorias, por isso o exercício físico e controlo das porções a um nível razoável também são importantes.
Alguns dos seguidores desta dieta acreditam que esta trouxe múltiplos benefícios para a sua saúde, desde curar o acne a melhorar os riscos de doença cardiovascular, embora muitas destas afirmações não estejam provadas. Não obstante, esta pode ser útil para tratar ou aliviar sintomas de epilepsia. Um estudo do Instituto Johns Hopkins Medicine seguiu pacientes epiléticos que seguiram a dieta detogénica e verificaram uma diminuição de 50% das convulsões em 36% dos pacientes depois de três meses, enquanto 16% se livraram por completo dos ataques epiléticos. Também há quem garanta que a dieta a ajudou a lidar com diabetes tipo 2, como é o caso da atriz Halle Berry, que lida com a doença desde os 19 anos. Berry prefere ver a dieta como uma mudança de estilo de vida, dando-lhe crédito pelo atraso no envelhecimento e por ajudá-la a controlar o apetite, perder a sua barriga depois de dar à luz e aumentar a sua energia.
Lembre-se, segundo os dados científicos obtidos até à data esta dieta não promove necessariamente a saúde dos seus ossos, cérebro ou coração, sendo melhor mantê-la temporariamente, se eventualmente a seguir.
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